
Hoje, quando eu ia para o trabalho, entrou na lotação uma moça com um menininho no colo. Ele devia ter cerca de 1 ano. Eles sentaram no primeiro banco e ele passou a cumprimentar todos os que entravam “OI” e um sorriso, e todos os que saíam “TIAU” e um abano sorridente.
Impossível entrar e não responder o cumprimento ou descer sem se dirigir a ele e também sorrir. Em pouco tempo notei que eu também sorria para todos os que entravam e todos, numa cumplicidade gerada pelo menino, estavam mais leves e mais alegres.
Lembrei que o meu filho, quando tinha 2 anos perguntava para mim o nome de todas as pessoas que entravam no ônibus achando que eu devia sabe-lo e que muitas pessoas acabavam dizendo o seu nome para ele.
Fiquei pensando, com uma certa tristeza, sobre esta sociedade onde nós “educamos” essas crianças a deixarem de ser solidárias, a “entenderem” que temos que ser estranhos uns aos outros e que não devemos nos tocar, ou nos envolver com os vizinhos ou com as pessoas que sentam ao nosso lado na lotação. Por que nós não aprendemos com eles??
Rosa,
ResponderExcluirPensei neste menininho com uma carinha sapeca de Rosa. Teu modo de ser me lembra alguém assim que reconhece a existencia, cumprimenta a pessoa e, ao mesmo tempo, pergunta de tal forma que a gente tem que pensar num mundo melhor para poder responder.
Te amo.
Beijo da Helena Scarparo